domingo, 20 de dezembro de 2009

Avançando na Prática – Unidade 1



No dia 26 de outubro, apliquei na 8ª série a atividade proposta no avançando na prática Unidade 1, página 17.
Primeiramente, fizemos a leitura e estudo do texto “Retrato de Velho”. Em seguida, abriu-se espaço para discussão sobre as diferenças existentes entre os valores culturais mais antigos e atuais, bem como refletimos sobre as inter-relações existentes entre língua e cultura. Cada aluno queria contar como era seu relacionamento com pais e avós. Essa atividade oportunizou um momento de integração e maior conhecimento entre colegas.
Num segundo momento, propus aos alunos que fizessem uma leitura dramatizada da crônica. Foi muito interessante. Observou-se durante a atividade que alguns alunos têm mais facilidade de assimilar o papel de um personagem e fazer a leitura empregando uma prosódia (tom, ritmo) mais adequado. Enquanto outros apenas fizeram uma leitura decodificativa dos enunciados.
Também foi interessante perceber a discussão sobre o emprego do discurso direto e indireto, sendo que numa passagem, no sétimo parágrafo, está registrada uma fala do avô, no entanto, não está indicada pelo travessão, o que gerou discussão entre eles. Alguns achavam que o narrador deveria ler, outros que deveria ser o avô. Assim, a discussão foi muito produtiva e interessante.

“A VARIEDADE DO PORTUGUÊS ENSINADA NAS ESCOLAS CONSTITUI PARA MUITOS ALUNOS UM TIPO DE LÍNGUA ESTRANGEIRA”

Luciane Sippert[1]
Essa afirmação, segundo Kaufmann (2000)[2], justifica-se pelo fato de que: (a) a maioria dos alunos nunca usa a variedade da Língua Portuguesa ensinada na sala de aula, fora da escola. Isso acontece também com o Francês, o Inglês e/ou Alemão; (b) o contato passivo com a variedade ensinada na escola é pequeno, pois os brasileiros não lêem muito, o que os afasta do contato com a variedade culta. E na televisão, com a qual tem um maior contato, assistem mais as telenovelas em que a fala utilizada não é culta, do que aos noticiários; (c) a diferença existente entre a gramática das variedades faladas pelos alunos e a variedade culta é bastante grande, podendo ser comparada, eqüitativamente à diferença gramatical existente entre o Espanhol e o Português; (d) os alunos não entendem o porquê da necessidade de aprender a variedade culta, visto que usando a variedade que dominam conseguem se comunicar perfeitamente em todas as atividades das quais participam e mesmo ser entendidos pelos falantes das variedades cultas. Sendo mais significativo para o aluno aprende uma língua estrangeira do que a variedade culta da sua língua; (e) o sucesso no ensino tanto de línguas estrangeiras quanto do Português padrão é baixo, considerando que depois de anos supostamente aprendendo o padrão ou uma língua estrangeira, quando há resultados, estes são insignificantes.
Se para os alunos a aprendizagem da variedade culta não é importante, para os adultos o não-domínio desta variedade prestigiosa constitui um terrível trauma. O que leva muitos buscar em livros a forma correta de utilizar a sua língua materna. Isso não é tão acentuado em países como a Alemanha - onde as diferenças entre a fala dos grupos de prestígio e dos sem prestígio são bem menores do que do que no Brasil – e a Grã-Bretanha – que apesar de apresentar grandes diferenças a esse respeito ainda não chega a apresentar as diferenças percebidas no Brasil.
Para Kaufmann (2000), este fato está relacionado à formação e valorização dos professores, bem como a origem da variedade padrão, que é bem diferente entre os países, pois o alemão e o inglês se originaram no próprio país, enquanto que a língua considerada culta no Brasil foi trazida de Portugal.
No Brasil, o fato de se dominar ou não o padrão desempenha um papel mais importante do que na Inglaterra e na Alemanha, onde aprender a língua padrão não é tão difícil quanto aqui. Isso faz com que no Brasil a questão lingüística sirva como um instrumento político de dominação, isto é, o Português padrão é um instrumento de exclusão. O que não significa que não saber usar a língua padrão seja a única forma de exclusão das classes dominadas, mas por enquanto tem sido um dos meios mais salientes.
A fala é algo que não se muda e abandona com facilidade, sendo difícil, portanto, mudar os hábitos lingüístico de uma pessoa, já que estes fazem com que ela se identifique com um determinado grupo social, sendo assim a linguagem é considerada um símbolo social, conforme Kaufmann. Tanto a língua padrão como as variedades dos grupos gozam de um determinado prestígio, sendo que na primeira o prestígio é aberto e na segunda é encoberto – mais difícil de ser detectado.
Neste caso, para que o aluno não sofra um grande dano psicológico na tentativa de mudar bruscamente o seu modo de fala, é preciso que os profissionais da língua entendam que lingüisticamente não há diferença entre uma variedade padrão e uma variedade não-padrão. Todas as distinções qualitativas feitas em relação às variedades de qualquer língua são avaliações sociais sem qualquer fundamento lingüístico.
Como linguisticamente não existem variedades bonitas ou feias, também não existem línguas mais lógicas ou menos lógicas, pelo fato de que todas as línguas, nos domínios que são utilizadas, funcionam perfeitamente, podendo seu uso ser considerado, adequado ou inadequado, a uma determinada situação. Isso porque o uso de uma língua ou uma variedade lingüística para uma função específica é o resultado de fatores sócio-históricos e não de fatos lingüísticos, pois gramaticamente a complexidade de todas as línguas humanas e de suas variedades é comparável.
Professores que criticam a fala dos seus alunos – dizendo que a mesma é errada, feia e que não tem lógica - poderão desencadear duas reações distintas: por um lado se o aluno aceitar o que o professor diz, irá afastar-se de sua família e do seu grupo social, porque foram eles que lhe ensinaram essa forma errada; por outro lado se continuar acreditando naquilo que aprendeu da sua família e dos seus amigos – que talvez seja a reação mais freqüente – não confiará mais no que o seu professor diz.
O professor que tratar o aluno dessa forma discriminando sua maneira de falar – não conseguirá que ele fale na sala de aula. Pelo contrário, fará com que se cale para sempre, porque, mesmo que o aluno não confie no seu professor este representa o poder legítimo, o qual é reforçado em casa pelos pais que certamente sofreram o mesmo tratamento, senão pior.
Isso fará com que o aluno desenvolva uma insegurança lingüística na sua única variedade em vez de ter a oportunidade de aprender mais de uma variedade. E como todo mundo só aponta suas supostas “deficiências lingüísticas” sem prestar atenção ao que este aluno diz, ele próprio acabará não prestando atenção ao conteúdo de suas contribuições orais.
Pelo exposto, acredita-se que não é o aluno que deve mudar e sim o professor, a escola e a sociedade é que deveriam repensar o seu papel na formação dos jovens brasileiros. Neste caso, segundo Guedes (apud KAUFMANN, 2000, p. 78), caberia ao professor o esforço de entender o sentido e o valor dos recursos expressivos que compõem o dialeto que o aluno fala, estabelecendo um contraponto entre as diferenças que distinguem o seu dialeto, o dialeto em que se expressa o professor e o dialeto em que se escreve.
Desta forma, o método mais indicado para as escolas brasileiras seria um bidiatetalismo, o qual valorizasse tanto a variedade dos alunos quanto a variedade culta. Não se trata de substituir uma variedade pela outra, mas buscar promover entre ambas um diálogo que enriqueça a expressão do conhecimento necessário para ampliar competência lingüística e comunicativa do aluno.

[1] Graduada em Letras, Especialista em ensino-aprendizagem de Línguas e Mestre em Educação nas Ciências. Professora de Língua Portuguesa do Estado do Rio Grande do Sul e Tutora Externa da UNIASSELVI, Centro Universitário Leonardo da Vinci.
[2] KAUFMANN, Göz. A Variação Lingüística e a Escola – A Variação lingüística na Escola. In: Hammes W. & CASTRO, R. Transformando a Sala de Aula, Transformando o Mundo. Pelotas : Educat, 2000.
Texto Publicado no Jornal “Novo Noroeste”, sexta-feira, 20 de novembro de 2009.

RELATO DA 11ª E 12ª OFICINA

No dia 23 de outubro de 2009, nos turnos tarde e noite, realizamos mais duas oficinas do Gestar II.
Num primeiro momento, fomos recepcionadas pelas professoras formadoras de Língua Portuguesa e Matemática - Daiana e Adriana, bem como pela Secretária da Educação de Humaitá, senhora Marli Sandri, coordenadoras pedagógicas professora Marisa e professora Teresinha (popular Tere), que realizaram conosco uma Dinâmica de Boas Vindas.

Após as boas vindas, recebemos uma palavra para falar sobre ela (superação, expectativa, trabalho em equipe, aprendizado, autonomia, disciplina, harmonia, motivação, criatividade, persistência, confiança, determinação, liderança), e em seguida tivemos que compartilhá-la com um colega. Depois reunimo-nos com outra dupla para relacionar o sentido da palavra com o Programa do Gestar II.
Continuando, assistimos o vídeo “Sapateado e Liderança” e procuramos relacionar com as palavras que nós havíamos trabalhado e elaboramos um comentário sobre o Gestar empregando as palavras do grupo.
O meu grupo era constituído por mim, pela Secretária de Educação Marli e pelas professoras Terezinha e Marisa, juntas elaboramos o seguinte parecer:
“Precisamos de harmonia, persistência e criatividade para desenvolvermos os objetivos propostos pelo Programa Gestar, visando superar as expectativas. Com isso, temos alcançado muito mais sucesso em nosso trabalho e consequentemente a felicidade”. (Luciane, Marli, Terezinha e Marisa)
Trago também os pareceres de algumas colegas:
“O trabalho em equipe requer disciplina, organização, confiança e liderança”. (Anita, Noemia, Inês, Clara, Mirtes e Maria Cristina)
“Trabalho em equipe, superamos dificuldades, mobilizando harmoniosamente e exercendo o papel de liderança”.(Adriana, Cecília,Lisandra e Janice)
“É necessário haver disciplina e autonomia para determinar um aprendizado”. (Jurema, Isolde, Lisete e Nair)
Concluída a dinâmica, os professores de Matemática continuaram seus trabalhos separadamente.
Para introduzir a discussão sobre as variedades lingüísticas a professora formadora Daiana fez a leitura do texto: ”Retrato de velho” de Carlos Drummond de Andrade. (Tp1 – p.14)’.
A discussão sobre o mesmo foi muito interessante, pois possibilitou-nos refletir sobre as inter-relações existentes entre Língua, Cultura e Sociedade, permitindo-nos rever alguns conceitos, tais como:
A língua é, ao mesmo tempo, a melhor expressão da cultura e um forte elemento de sua transformação.
A língua tem o mesmo caráter dinâmico da cultura.
A língua tem regularidades, um sistema a ser seguido. Mas, como é um sistema aberto, a língua oferece inúmeras possibilidades de variação de uso, que criam, junto com o contexto, interações sempre novas e irrepetíveis.
É muito interessante observar as diferenças existentes entre o Português de Portugal e o Português Brasileiro, feita pelo escritor Millôr Fernandes no texto a seguir:
Texto escrito no português de Portugal:
“Estava a conduzir meu automóvel numa azinhaga com um borracho muito gira ao lado, quando dei com uma bossa na estrada de circunvalação que um bera teve a lata de deixar. Ecapei de me espalhar à justa. Em havendo um bufete à frente convidei a chavala a um copo. Botei o chiante na berma e ornamos ao criado de mesa, uma sande de fiambre em carcaça eu, e ela um miau. O panasqueiro, com jeito de marialva paneleiro, um chalado de pinha, embora nos tratando nas palminhas, trouxe-nos a sande com a carcaça esturrada (e sem caganitas!) e, faltando-lhe o miau,deu-nos um prego duro.”
Texto traduzido para o português do Brasil:
“Eu dirigia meu carro por um caminho de pedras tendo ao lado uma gata espetacular, quando vi um lombo na estrada de contorno que um escroto teve o descaramento de fazer. Por pouco não bati nele. Como havia em frente uma lanchonete, convidei a mina a tomar um drinque. Coloquei o carro no acostamento e pedimos ao garçom sanduíche de presunto com pão de forma eu, e ela sanduíche de lombinho. O gozador, com jeito de don Juan bicha, muito louco, embora nos tratando muito bem, trouxe o sanduíche com o pão queimado (e sem azeitonas!) e, não tendo sanduíche de lombinho, trouxe um de churrasquinho duro.” (Millôr Fernandes)
Nesta oficina, também realizamos algumas atividades práticas do AAA1 - “A gíria” – p.24 e “Uma crônica bem humorada” p. 41, 42.
Depois a professora Daiana fez a leitura do texto “Conta de novo a história da noite em que eu nasci” de Jamie-Lee Curtis.

Ainda não conhecia esta história e as colegas cursistas também não. A mesma despertou em nós o desejo de conversarmos com os nossos pais para conhecermos mais sobre o assunto. Além disso, possibilitou um momento de troca de experiências muito relevante. É uma ótima sugestão para ser trabalhada em sala de aula.
Ainda sobre variantes lingüísticas a professora passou o vídeo da charge: “Linguagem inadequada”. A partir do mesmo enfatizou que a língua é um sistema aberto, o que possibilita uma grande variedade de usos. Assim, ao lado de regras sistemáticas que todos os seus falantes devem seguir, aparecem as variantes da língua, que podem referir-se ao uso de um grupo, ou ao uso de cada locutor, no momento específico da interação.
Foi muito enfatizada a necessidade de criar, em sala de aula, oportunidades para que os alunos trabalhem textos que exemplifiquem diversas situações de comunicação, em que dialetos e registros diferentes – formais e informais -, considerando o objetivo maior do ensino da língua:
“DESENVOLVER NO SUJEITO A COMPETÊNCIA PARA A LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTOS.
É muito interessante também refletir sobre a norma culta, sendo esta um dialeto definido por critérios socioculturais. Como para todas as línguas, a norma culta é escolhida como norma-padrão, que é usada nos documentos, sobretudo os oficiais, em grande parte da literatura, dos escritos e falas da imprensa. Sua maior característica é a correção pautada na gramática normativa. No entanto, não é melhor nem pior, mais bonita ou mais feia do que qualquer outra norma/dialeto. Por outro lado, não é obrigatoriamente o espaço da língua escrita ou da literatura. Deveria, ser trabalhada na escola, como o dialeto que o aluno deve ir aos poucos dominando, por ser o mais adequado a certas situações de comunicação.
Achei este assunto tão interessante que elaborei um ensaio sobre o mesmo, que será postado assim que fizer os últimos ajustes.
Na seqüência das atividades, refletimos sobre os textos: “NÓIS MUDEMO” de Fidêncio Bogo, e “PECHADA” de Luis Fernando Veríssimo, comparando-os e relacionando-os com a prática de sala de aula. O debate foi emocionante e fez com que todas nós refletíssemos sobre a nossa prática pedagógica, sobre os nossos alunos.
“NÓIS MUDEMO”
(Fidêncio Bogo)
O ônibus da Transbrasiliana deslizava manso pela Belém-Brasília rumo a Porto Nacional. Era abril, mês das derradeiras chuvas. No céu, uma luazona enorme pra namorado nenhum botar defeito. Sob o luar generoso, o cerrado verdejante era um presépio, todo poesia e misticismo.Mas minha alma estava profundamente amargurada. O encontro daquela tarde, a visão daquele jovem marcado pelo sofrimento, precocemente envelhecido, a crua recordação de um episódio que parecia tão banal... Tentei dormir. Inútil. Meus olhos percorriam a paisagem enluarada, mas ela nada mais era para mim que o pano de fundo de um drama estúpido e trágico.
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As aulas tinham começado numa segunda-feira. Escola de periferia, classes heterogêneas, retardatários. Entre eles, uma criança crescida, quase um rapaz.- Por que você faltou esses dias todos?- É que nóis mudemo onti, fessora. Nóis veio da fazenda.Risadinhas da turma.- Não se diz “nóis mudemo”, menino! A gente deve dizer, nós mudamos, tá?- Tá, fessora!No recreio as chacotas dos colegas: “Oi, nóis mudemo! Até amanhã, nóis mudemo”!No dia seguinte, a mesma coisa: risadinhas, cochichos, gozações.- Pai, não vô mais pra escola!- Oxente! Módi quê?Ouvida a história, o Pai coçou a cabeça e disse?- Meu fio, num deixa a escola por uma bobagem dessa! Não liga pras gozações da mininada! Logo eles esquece.Não esqueceram.Na quarta-feira, dei pela falta do menino. Ele não apareceu no resto da semana, nem na segunda-feira seguinte. Aí me dei conta de que eu nem sabia o nome dele. Procurei no diário de classe e soube que se chamava Lúcio – Lúcio Rodrigues Barbosa. Achei o endereço. Longe, um dos últimos casebres do bairro. Fui lá, uma tarde. O rapazola tinha partido no dia anterior para a casa de um tio no sul do Pará.- É, professora, meu fio não agüentou as gozação das mininada. Eu tentei fazê ele continua, mas não teve jeito. Ele tava chatiado demais. Bosta de vida! Eu devia de tê ficado na fazenda côa famia. Na cidade nóis não tem veis. Nóis fala tudo errado.Inexperiente, confusa, sem saber o que dizer engoli em seco e me despedi.O episódio ocorrera há dezessete anos e tinha caído em total esquecimento, ao menos de minha parte.Uma tarde, num povoado à beira da Belém-Brasília, eu ia pegar o ônibus, quando alguém me chamou.Olhei e vi, acenando para mim, um rapaz pobremente vestido, magro, com aparência doentia.- O que é, moço?- A senhora não se lembra de mim, fessora?Olhei para ele, dei tratos à bola. Reconstituí num momento meus longos anos de sacerdócio, digo, de magistério. Tudo escuro.- Não me lembro não, moço. Você me conhece? De onde? Foi meu aluno? Como se chama?Para tantas perguntas, uma resposta lacônica:- Eu sou “Nóis mudemo”, lembra?Comecei a tremer.- Sim, moço. Agora me lembro. Como era mesmo o seu nome?- Lúcio – Lúcio Rodrigues Barbosa.- O que aconteceu com você?- O que aconteceu? Ah! Fessora! É mais fácil dizê o que não aconteceu. Comi o pão que o diabo amassô. E êta diabo bom de padaria! Fui garimpeiro, fui bóia fria, um “gato” me arrecadou e levou num caminhão pruma fazenda no meio da mata. Lá trabaiei como escravo. Passei fome, fui baleado quando consegui fugi. Peguei tudo quanto é doença. Até na cadeia já fui pará. Nóis ignorante às veis fais coisa sem querê fazê. A escola fais uma farta danada. Eu não devia de tê, saído daquele jeito, fessora, mas não agüentei as gozação da turma. Eu vi logo que nunca ia consegui falá direito. Ainda hoje eu não sei.- Meu Deus!Aquela revelação me virou do avesso. Foi demais para mim. Descontrolada, comecei a soluçar convulsivamente. Como eu podia ter sido tão burra e má? E abracei o rapaz, o que restava do rapaz, que me olhava atarantado.O ônibus buzinou com insistência.O rapaz afastou-me de si suavemente.- Chora não, fêssora! A senhora não tem culpa.Como? Eu não tenho culpa? Deus do céu!Entrei no ônibus apinhado. Cem olhos eram cem flechas vingadoras apontadas para mim. O ônibus partiu. Pensei na minha sala de aula. Eu era uma assassina a caminho da guilhotina.Hoje tenho raiva da gramática. Eu mudo, tu mudas, ele muda, nós mudamos, mudamos, mudaamoos, mudaaamooos... Super usada, mal usada, abusada, ela é uma guilhotina dentro da escola. A gramática faz gato e sapato da língua materna – a língua que a criança aprendeu com seus pais e irmãos e colegas – e se torna o terror dos alunos. Em vez de estimular e fazer crescer, comunicando, reprime e oprime, cobrando centenas de regrinhas estúpidas para aquela idade.E os Lúcios da vida, os milhares de Lúcios da periferia e do interior, barrados na sala de aula: “Não é assim que se diz, menino!” Como se o professor quisesse dizer: “Você está errado! Os seus pais estão errados! Seus irmãos e amigos e vizinhos estão errados! A certa sou eu! Imite-me! Copie-me! Fale como eu! Você não seja você! Renegue suas raízes! Diminua-se! Desfigure-se! Fique no seu lugar! Seja uma sombra!”.E siga desarmado para o matadouro da vida.
PECHADA
(Luis Fernando Verissimo)
O apelido foi instantâneo. No primeiro dia de aula, o aluno novo já estava sendo chamado de "Gaúcho". Porque era gaúcho. Recém-chegado do Rio Grande do Sul, com um sotaque carregado.
– Aí, Gaúcho!
– Fala, Gaúcho!
Perguntaram para a professora por que o Gaúcho falava diferente. A professora explicou que cada região tinha seu idioma, mas que as diferenças não eram tão grandes assim. Afinal, todos falavam português. Variava a pronúncia, mas a língua era uma só. E os alunos não achavam formidável que num país do tamanho do Brasil todos falassem a mesma língua, só com pequenas variações?
– Mas o Gaúcho fala "tu"! – disse o gordo Jorge, que era quem mais implicava com o novato.
– E fala certo - disse a professora.
– Pode-se dizer "tu" e pode-se dizer "você". Os dois estão certos. Os dois são português.
O gordo Jorge fez cara de quem não se entregara.
Um dia o Gaúcho chegou tarde na aula e explicou para a professora o que acontecera.
– O pai atravessou a sinaleira e pechou.
– O que?– O pai. Atravessou a sinaleira e pechou A professora sorriu.
Depois achou que não era caso para sorrir. Afinal, o pai do menino atravessara uma sinaleira e pechara. Podia estar, naquele momento, em algum hospital. Gravemente pechado. Com pedaços de sinaleira sendo retirados do seu corpo.
– O que foi que ele disse, tia?
– quis saber o gordo Jorge.
– Que o pai dele atravessou uma sinaleira e pechou.
– E o que é isso?
– Gaúcho... Quer dizer, Rodrigo: explique para a classe o que aconteceu.
– Nós vinha...
– Nós vínhamos.
– Nós vínhamos de auto, o pai não viu a sinaleira fechada, passou no vermelho e deu uma pechada noutro auto.
A professora varreu a classe com seu sorriso. Estava claro o que acontecera? Ao mesmo tempo, procurava uma tradução para o relato do gaúcho. Não podia admitir que não o entendera. Não com o gordo Jorge rindo daquele jeito. "Sinaleira", obviamente, era sinal, semáforo. "Auto" era automóvel, carro. Mas "pechar" o que era? Bater, claro. Mas de onde viera aquela estranha palavra? Só muitos dias depois a professora descobriu que "pechar" vinha do espanhol e queria dizer bater com o peito, e até lá teve que se esforçar para convencer o gordo Jorge de que era mesmo brasileiro o que falava o novato. Que já ganhara outro apelido: Pechada.
– Aí, Pechada!
É muito interessante observar que o texto literário caracteriza-se como aquele que apresenta liberdade completa no uso das variantes da língua. O autor pode empregar a norma culta ou o dialeto popular, o registro mais formal ao mais informal, tudo vai depender de suas intenções, do assunto, do ambiente e dos personagens retratados. Cada texto literário é que vai criando os limites e a adequação de cada escolha do autor.
Divertimos-nos com a crônica “Sexa” de Luis F. Veríssimo, mas também refletimos sobre os aspectos literários e lingüísticos do texto.
SEXA
– Pai...
– Hmmm?
– Como é o feminino de sexo?
– O quê?
– O feminino de sexo.
– Não tem.
– Sexo não tem feminino?
– Não.
– Só tem sexo masculino?
– É. Quer dizer, não. Existem dois sexos. Masculino e feminino.
– E como é o feminino de sexo?
– Não tem feminino. Sexo é sempre masculino.
– Mas tu mesmo disse que tem sexo masculino e feminino.
– O sexo pode ser masculino ou feminino. A palavra “sexo” é masculina. O sexo masculino, o sexo feminino.
– Não devia ser “a sexa”?
– Não.
– Por que não?
– Porque não! Desculpe. Porque não. “Sexo” é sempre masculino.
– O sexo da mulher é masculino?
– É. Não! O sexo da mulher é feminino.
- E como é o feminino?
– Sexo mesmo. Igual ao do homem.
– O sexo da mulher é igual ao do homem?
– É. Quer dizer...Olha aqui. Tem sexo masculino e sexo feminino, certo?
– Certo. São duas coisas diferentes.
– Então como é o feminino de sexo?
– É igual ao masculino.
– Mas não são diferentes?
– Não. Ou são! Mas a palavra é a mesma. Muda o sexo, mas não muda a palavra.
– Mas então não muda o sexo. É sempre masculino.
– A palavra sexo é masculina.
– Não. “ A palavra” é feminina. Se fosse masculina seria “o pal...
– Chega! Vai brincar, vai.
O garoto sai e a mãe entra. O pai comenta:
– Temos que ficar de olho nesse guri...
– Por quê?
- Ele só pensa em gramática!

O debate girou em torno das seguitnes questões, apresentadas pela professora formadora:
1)É um texto literário? Comente.
2) Qual é a imprevisibilidade da fala final do pai e que reforça o humor do texto?
3) A hipótese do menino para criar o feminino da palavra “sexo” tem lógica? Dê exemplos que confirmem sua posição.
4) Veja a palavra “sexo” no dicionário. Você acha que para o pai e para o menino a palavra tem sempre o mesmo sentido e as mesmas conotações?
5) Em que trechos você percebe a impaciência do pai?
6) Nem toda crônica é uma narrativa. Esta é: temos aí uma seqüência de fatos que constituem uma história, envolvendo personagens, organizada de determinada forma e contada por um narrador, que aqui aparece muito pouco.
7) Onde aparece o narrador ?
8) O discurso direto (as próprias personagens tomando a palavra) lhe pareceu um bom expediente? Por quê?
Após o estudo da crônica, fizemos os relatos dos avançando na prática, os quais são sempre muito significativos, pois nos possibilitam compartilhar experiências.
Continuando o nosso trabalho realizamos o estudo da crônica: “A outra Senhora” de Carlos Drummond de Andrade. (TP1 p.169), depois socializamos as questões.
Nesta oficina, conversamos ainda sobre o andamento do Projeto, que já foi elaborado em oficinas anteriores e está sendo colocado em prática em nossas escolas.
Para finalizar o turno da tarde a professora nos passou o vídeo: “Despedida de uma vogal”.
Fizemos um intervalo para descansarmos um pouco, lancharmos e voltarmos à noite para “gestar” novamente.


À noite...
À noite do dia 23/10/09, realizamos a 12ª oficina do Gestar. O encontro foi iniciado com o vídeo “Aquarela do Brasil”.
A partir do vídeo retomamos os conceitos dos gêneros e tipos textuais e debatemos sobre a intertextualidade.

Todas as nossas interações se processam por meio de textos. Desta forma, a análise lingüística só pode ser significativa para os alunos, se apoiada em textos que contextualizam cada uso do vocabulário e da morfossintaxe.
Refletimos sobre a seguinte questão:
Será que está bem claro que é o texto que nos faz pensar, divertir, que, enfim, enriquece nossas experiências e nos coloca no centro da vida?

Imagine a seguinte situação:
A - Dois bancos abriram uma linha de crédito à qual você se candidatou. Um mês depois, houve um comunicado no jornal de um dos bancos avisando aos candidatos que o crédito tinha sido suspenso. O outro lhe enviou uma carta comunicando a suspensão temporária e pedindo desculpas pela mudança ocorrida. Qual foi sua reação, quer dizer, sua leitura do comportamento do banco, num caso e noutro? O procedimento usado por eles alteraria sua relação com os bancos?
B – Você é mulher e recebe em casa, no seu aniversário, dois arranjos de flores, com cartões. Um está escrito a máquina, o outro está manuscrito e cheio de desenhos (simplesinhos, “sem arte” ). Como você reage aos dois cartões?
No caso dos bancos, se você é cliente milionário(a), o do aviso no jornal pode ter perdido uma conta alta. No caso dos buquês de flores, se você oscilava entre dois amores, o bilhete pode definir a escolha do namorado, ou marido. Isso não é, definitivamente, irrelevante… Isso significa que o locutor, mesmo sem querer, dá indicações de como pretende que seu texto seja lido. Em outras palavras, o locutor sempre tenta estabelecer com seu interlocutor um “pacto de leitura”: de antemão, dá informações do que se pode esperar do texto. O interlocutor, também com maior ou menor clareza, percebe essas “dicas” passadas pelo texto. E o lê ou não, ou o lê de determinado modo, de acordo com seu interesse.
Assistimos o vídeo “O caderno”, a partir do qual debatemos sobre o que é a intertextualidade.
A intertextualidade refere-se à presença, subjacente ao nosso texto, de outras vozes e outros textos, com os quais dialogamos o tempo todo, mesmo sem ter consciência disso. Apesar de ser enfocada, sobretudo, nas artes e ser um estudo relativamente recente, a intertextualidade sempre esteve presente em todas as interações humanas.

Os processos intertextuais são muito variados e nem sempre fáceis de classificar. No entanto, pela freqüência e algumas características mais constantes, podemos enumerar como formas mais visíveis de intertextualidade: a paráfrase, a paródia, O pastiche, a citação, a epígrafe, a alusão e a referência.
A originalidade dos processos intertextuais deve-se muito ao ponto de vista , questão das mais importantes em qualquer forma de interação. O ponto de vista é o lugar ou o ângulo de onde cada interlocutor participa do processo de interação. Ele não revela simplesmente as posições do locutor: pode ser usado para criar posições e emoções no interlocutor. Daí a importância de sua análise, quando estamos interpretando e avaliando as situações de comunicação. O trabalho com esses dois assuntos é fundamental, no sentido de tornar nossos olhos e ouvidos mais sensíveis e mais críticos com relação à própria vida.
Em grupos, revimos alguns conceitos que se referem à intertextualidade e socializamos com as colegas.
Processos intertextuais que envolvem o texto inteiro:
a) paráfrase: acompanha de perto o texto original, como ocorre nos resumos, adaptações e traduções;
b) paródia: inverte ou modifica a narrativa, sua lógica, sua idéia central. Em geral, é crítica;
c) pastiche: procura aproveitar a estrutura, o clima, determinados recursos de uma obra.
2 – Os processos intertextuais pontuais, que retomam um ou alguns elementos do texto:
a)citação: consiste em apresentar um trecho, um dado da obra. O segundo texto procura deixar claro o texto original. No caso do texto verbal, o autor do original é indicado;
b) epígrafe: tem as mesmas características da citação, mas tem localização fixa: aparece sempre como abertura do segundo texto;
c) referência: é a lembrança de passagem ou personagem de outro texto;
d) alusão: é o aproveitamente de um dado de um texto, sem indicações ou explicitações.
Em seguida fizemos mais uma atividade do AAA1- versão professor e lemos o texto “UMA SEMANA E VÁRIOS PONTOS DE VISTA”, que faz parte da propaganda da revista Época, e foi criado pela agênciaW/Brasil. O publicitário imagina o ponto de vista que vários seres teriam sobre o significado de uma semana.
Para um preso, menos 7 dias
Para um doente, mais 7 dias
Para os felizes, 7 motivos
Para os tristes, 7 remédios
Para os ricos, 7 jantares
Para os pobres, 7 fomes
Para a esperança, 7 novas manhãs
Para a insônia, 7 longas noites
Para os sozinhos, 7 chances
Para os ausentes, 7 culpas
Para um cachorro, 49 dias
Para uma mosca, 7 gerações
Para os empresários, 25% do mês
Para os economistas, 0,019 do ano
Para o pessimista, 7 riscos
Para o otimista, 7 oportunidades
Para a Terra, 7 voltas
Para o pescador, 7 partidas
Para cumprir o prazo, pouco
Para criar o mundo, o suficiente
Para uma gripe, a cura
Para uma rosa, a morte
Para a História, nada
Para a Época, tudo.
CURIOSIDADE: O texto afirma que, para uma mosca, são sete gerações porque determinadas espécies desse inseto nascem, tornam-se adultas, reproduzem-se e morrem em apenas um dia. Em uma semana, nascem 7 gerações.
Para mim, “Uma semana representa 7 novas oportunidades de ser feliz, trabalhar e fazer os outros felizes...”

Realizamos os relatos dos avançando na prática – unidades 3 e 4 do TP1.
Após realizamos a atividade parte III, p. 172 sobre o texto: “A língua”, fomos desafiadas a elaborar uma proposta de leitura e de produção textual.
Plano de atividade de leitura e produção textual.
1. Leitura silenciosa do texto.
2. Leitura dramatizada.
3. Comentários sobre as diferentes possibilidades de usos da língua.
4. Produção de um texto narrativo ou poético falando sobre o emprego da língua apresentando alguns elementos que retratem a intertextualidade com o texto lido.
Ao término do trabalho, recebemos as orientações para o próximo encontro e assistimos o vídeo “Tudo passa” como mensagem final.
Essas duas oficinas foram maravilhosas!
É sempre um grande prazer trabalhar com atividades que envolvem a língua portuguesa e a professora formadora pensou-as e orientou-as com muito carinho e competência, a partir do material proposto pelo Gestar.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Avançando na prática Unidade 21

No dia 19 de outubro de 2009, trouxe para a sala de aula da 8ª série inúmeros textos publicitários, considerando que estes são por excelência argumentativos e persuasivos, pois têm a função ou objetivo de agir sobre a vontade, as crenças e os comportamentos do leitor.
Dividi a classe em quatro grupos, depois distribuí para cada grupo um texto publicitário e orientei a interpretação dos mesmos, pedindo que observasse: a quem se destina? Do que pretende convencer? Como faz isso?
ANÁLISE DOS ALUNOS:


“Temos aqui um texto publicitário que se destina ao público e geral, tanto que tem a classificação livre. Ele pretende convencer as pessoas de que o filme é realmente bom e que merece ser assistido. Para isso utiliza-se dos argumentos de autoridade, trazendo diversas opiniões, de fontes confiáveis sobre a qualidade do filme e da temática abordada”.
Componentes do grupo: Dani, Larissa, Maiara e Arieli.

Num segundo momento, discutimos sobre argumentação e os diferentes tipos de argumentos que podemos recorrer ao escrevermos um texto argumentativo.
A partir da discussão sobre argumentação pedi para cada grupo elaborar um texto publicitário, a partir de uma gravura. Neste mesmo dia, aproveitando a empolgação dos alunos orientei a elaboração de diferentes teses. Depois cada aluno escreveveu uma tese em um papel. Troquei os bilhetes entre eles e pedi para que escrevessem um texto argumentativo, com os mesmos objetivos do texto publicitário. Caso houvesse necessidade poderiam fazer um roteiro dos argumentos mais relevantes.
Essa atividade foi muito interessante, fiquei surpresa com a qualidade dos textos que saíram, a seguir trago a produção de uma aluna.



Tese: “A paz é fruto da justiça”

Vivemos em um mundo sedento de paz, vemos inocentes pagando por pecadores, muitas crianças do nosso Brasil sem ter o que comer, o que vestir ou até mesmo onde dormir... São tantas injustiças!
Em algum momento quando eu ou até mesmo você pararmos para refletir sobre muitos acontecimentos, o porquê de tudo o que estamos passando, em questão de segundos nos perdemos sem achar respostas.
Vemos tantas tragédias que nos abalam, mas em fração de segundos são esquecidas!
Muitas vezes me pergunto: como existem tantas pessoas presas no seu “eu”, sem ao menos se preocupar ou tentar ajudar o seu irmão, estão vendo o problema e de repente fecham os olhos.
Seja justo contigo mesmo e me responda: Onde está a justiça para que reine a paz?
Se ainda “não te caiu a ficha” do que estou falando... Olhe ao teu redor e pense melhor!

Autora: Jaine, 8ªsérie






HOMENAGEM PELA PASSAGEM DO DIA DO PROFESSOR!


Neste dia, fui surpreendida com uma linda homenagem dos alunos da 8ª série!


Fiquei muito emocionada também com a música "Amigos para Sempre" tocada pelas alunas Dani e Larissa.
"A maior certeza que se pode ter é saber que os anos não estão apenas passando, mas estão sendo intensamente vividos!"

sábado, 31 de outubro de 2009

SARAU DA POESIA

SARAU DA POESIA
A Cada nova oficina, encontro-me mais como professora de Língua Portuguesa. O Programa Gestar II tem sido um grande presente em minha vida. O resultado está vindo muito antes do que esperava!
Organizei o SARAU DA POESIA, nas turmas 61 e 81 do Ensino Fundamental e 3º ano do Ensino Médio. Os alunos foram desafiados a decorarem poesias ou apresentarem suas próprias produções. Foi uma atividade muito interessante. Surpreendi-me muito com alguns alunos que superaram a timidez e declamaram belas poesias, além daqueles que criaram suas próprias poesias para compartilhar com os colegas. Poucos foram os alunos que apresentaram resistência a esta atividade, pois embora consideraram difícil no começo, depois acabaram se envolvendo.
Confira a poesia da Aluna Joselaine, do 3º Ano do Ensino Médio:

ENTRE E SÓ!!
Começou apenas
eu e ele
só nós, no meio de tantas...
Só nós entre elas, vermelhas e brancas

Eu não sabia, não tinha percebido
nem ele imaginava
que eram tão lindas...
elas...e nós dois...

Pensei que não fosse tão mágico
o momento...
Que ironia!
Me perdi, quase que todo o tempo

Cansei! Procurei tanto!
Mas quando percebi
só ele me fez abrir
os olhos...

São tão lindas!!!
Recebi como presente
um beijo tão doce quantos seus aromas...
Lindas...

Traição do destino.
Estive em seus braços
entre elas...que eram muitas
mas agora.... o perdi.

Elas, desabroxadas!
Eu e ele
eu e o amor, entre elas...
entre as rosas...
Se foi...Acabou!

Começou apenas
nós dois, entre elas
terminou só eu... o vento!
Só eu, eu só...

Elas...
Ele...
Tudo passou...
Veio o outro... o vento...
Ilusão!

Só eu restou...
No vento achei
e no vento perdi
Perdi!
Só eu, eu só...

Joselaine Teixeira de Oliveira – aluna do 3°A


Fiquei encantada também com o aluno André, que escreveu uma linda poesia sobre as aulas de Português.

PORTUGUÊS

Eu andava sozinho
Por um longo caminho
Tentando entender
O Português
Queria gostar,
Mas era pior que Inglês
A matéria eu entendia
Só não tinha diversão
Era aquilo todo o dia
Uma aula chata
Igual quando o cadarço desata
Na aula era só escrita
Cada palavra esquisita
Tudo melhorou
Quando a 6º série chegou
A aula chata que era à toa
Agora virou BOA...
E digo para vocês
Que só gosto de Português
Por causa de você profe LU !!!!!!!!

Aluno André Paz – 6ª série

AMOR

De que vale uma vida sem um amor ?
Um amor seja ele qual for.
Amor de amigos.
Amor de família
Amor seja ele qual for
Sempre será um amor.
E que coisa mais bela que é amar e ser amado.
Que coisa mais boa é termos as pessoas que amamos ao nosso lado.
É uma coisa tão boa que todos deveríamos experimentar
O sentimento de AMAR.


Júlia – 8ª SÉRIE


























RELATO DA 9ª E 10ª OFICINA

Dia 14 de outubro de 2009, realizamos mais duas oficinas do Gestar, no Instituto Estadual de Educação Maria Cristina.
A cada novo encontro, a nossa professora formadora Daiana nos surpreende com vídeos, mensagens, sugestões de atividades e também retoma os aspectos teóricos trabalhados nos TPs.
O Gestar está sendo realmente muito produtivo, pois os alunos têm gostado muito do trabalho que estamos colocando em prática na sala de aula.
Sou uma pessoa que adora novidades e procura estar sempre trazendo coisas novas para as turmas com as quais trabalho. Meu lema: “Hoje melhor do que ontem e amanhã melhor do que hoje!” e posso dizer, com toda certeza, que este programa veio somar na minha vida!!!!

Bom, depois desses comentários, vou relatar o que aconteceu durante essas oficinas.

Inicialmente fomos levadas a refletir sobre nossa vida, por meio de um texto do poeta Pablo Neruda, que diz:
“Morre lentamente quem não viaja,
quem não lê,
quem não ouve música,
quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente quem destrói seu amor próprio,
quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito repetindo todos os dias os mesmos trajetos,
quem não muda de marca,
não se arrisca a vestir uma nova cor ou
não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem evita uma paixão e
seu redemoinho de emoções,
justamente os que resgatam o brilho dos olhos e
os corações aos tropeços.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz
com o seu trabalho,
ou amor,
quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho,
quem não se permite,
pelo menos uma vez na vida fugir dos conselhos sensatos...
Viva hoje!
Arrisque hoje!
Faça hoje!
Não deixe de morrer lentamente!
Não se esqueça de SER FELIZ!”
Refletimos sobre a mensagem, refletimos sobre a nossa Vida e as atitudes que tomamos diante dela.
“Viver é um grande desafio, portanto, não podemos simplesmente deixar que nossa vida passe como areia pelos dedos de nossas mãos!”

Em seguida, fizemos uma dinâmica do complemento, a partir de versos de poesias precisamos encontrar o verso que fechava com o nosso e depois fomos desafiadas a produzir um texto empregando as palavras presentes no fragmento de poesia formado.

Os nossos versos eram:
“Eu sou um pé sem sapato,
Eu sou o sapato do seu pé!”

Os textos foram tão legais e divertidos que além do texto produzido por mim e pela Márcia T., vou trazer os textos das colegas.


Eu sou o sapato do seu pé...

Eu te levarei porlugares incríveis...

Serei seu companheiroDe todas as horas...

Comigo você sempreEstará seguro...

Comigo você sempre estará na MODA.

Sapatos LUMA


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Classificados poéticos


Troca-se óculos sem lentes, com armação em excelente estado, por um par de lentes que permita ver as coisas belas davida. Preciso com urgência que essa troca se realize antes que o tempo passe e eu seja absorvida pela feiúra que nos cerca. Interessados. Entrar em contato pelo telefone 99072156, ou na rua da miopia, sem número.

(Soni e Rosane)
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Eu sou uma cabeça sem pescoçoEu sou o pescoço da sua cabeça.Eu sou uma camisa sem botãoEu sou o botão de suacamisa.Toda cabeçaE todo pescoçoMerecem uma camisa com botão.Use a camisa da POOL!A camisa que vai entrar na sua cabeça!

(Isolde e Márica H. )
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Mala sem alça
Mala sem alça
Alça sem mala.
Você é uma mala
Você não tem alça.
Mala sem alça
Mala difícil de carregar.
Você é uma mala
Mala sem alça.
Mala que não me acompanha
Que fica para trás.
Mala sem alça
Não quero para mim.
(Nair, Lisete e Simone)


Neste dia, revimos a teoria sobre Argumentação e linguagem; Produção Textual: Planejamento e Escrita. Trabalhamos as Unidades 21 e 22.

A discussão foi iniciada com a seguinte frase: “Toda linguagem é ideológica porque, ao refletir a realidade, ela necessariamente a refrata”. Santaella (1996)

Por trás de todo ato comunicativo há persuasão!
Nossa própria existência de seres humanos é moldada pela nossa capacidade de agir pela linguagem, pois distinguimo-nos de outras espécies animais porque somos capazes de nos constituir humanos pelo exercício da faculdade da linguagem.
Assim, cada cultura organiza historicamente seus códigos de comunicação, seja na formação de seu vocabulário e estruturação sintática e semântica, seja na adequação dos textos às situações sóciocomunicativas.
É pela linguagem que organizamos o saber, a vida.
Pela linguagem agimos sobre nossos pares e sobre o mundo.
Por isso, todos os seres humanos são, ao mesmo tempo, origem e produto da linguagem, origem e produto da história que nos leva a construir formas de comunicação e de atuação específicas.
Visto nessa perspectiva, todo uso da linguagem é argumentativo, pois estabelece uma interação com o outro, uma relação de fazer social.
Toda linguagem é, assim, um processo sempre em movimento.
Para analisar a importância da linguagem verbal e não-verbal na construção da argumentação realizamos a atividade da página 17 do TP6.

Outra atividade realizada foi a organização e defesa de idéias do AAA6 página 17.

Trabalhamos também o texto “ Os parentes” do TP6 (p.44) “As diferentes pistas do texto” do AAA6 (p.33).

Para nos motivar ainda mais, a professora formadora Daiana trouxe uma música maravilhosa “Deus e Eu no Sertão” de Vitor e Leo.

É muito interessante perceber o quanto fazer uma pequena parada para descontrair durante o trabalho torna o trabalho subseqüente muito mais produtivo, pode-se dizer que renovamos as forças com qualquer atividade lúdica, além de estimular a nossa inteligência e criatividade.

Retomamos a teoria sobre a produção textual: planejamento e escrita.
A professora enfatizou que um bom planejamento possibilita o desenvolvimento e o aprendizado do aluno em direção à sua autonomia. Portanto, quando modelamos ou mesmo damos exemplos para o aluno a partir de nossa experiência pessoal, esperamos que isto sirva de alavanca para a sua criatividade, oferecendo alternativas às estratégias que já conhece.

A partir do texto “A primeira cartilha” de Moacyr Scliar, cada um produziu um texto retratando uma experiência engraçada ou relevante de sua vida de estudante ou uma história sobre sua vida de educador.

Outra atividade, muito interessante desenvolvida foi a do TP6, página 219, a partir da qual tivemos que dar continuidade ao texto “Espírito Carnavalesco”, fazer as anotações do planejamento para escrevê-lo, socializar e fazer um planejamento sobre a utilização desse texto em sala de aula com os alunos.

A nossa continuação ficou assim:
a) Continuação do texto.

- Mas será que eles vão aceitar meus argumentos?
- Não sei, mas alguma atitude precisamos tomar.

Então ele dirigiu-se ao pavilhão para conversar com o presidente da escola.Porém, ao chegar lá e assistir o ensaio, ficou empolgado com a animação dos componentes, sendo que os mesmos o convidaram para participar e fazer parte do bloco.A princípio ficou em dúvida, mas aos poucos foi se envolvendo e sem perceber já estava contagiado pelo espírito carnavalesco.Enquanto isso, a esposa caminhava de um lado para outro em casa, tapando os ouvidos e aguardando o retorno do marido, com a questão solucionada. A impaciência era tanta, que decidiu ir ver o que estava acontecendo. Para sua surpresa, avistou o marido entre os integrantes da escola. Ao avistá-la, o marido, pega ela pela mão arrastando-a para a folia.

b) Planejamento – como trabalhar o texto em sala de aula.

Distribuir uma cópia do texto para os alunos.
Leitura silenciosa do texto.
Em grupo, tecer comentários sobre o texto e refletir sobre a temática abordada.
Produzir um final para o texto.
Desafiar os alunos a confeccionarem uma máscara carnavalesca.
Estimular os alunos a pesquisarem músicas carnavalescas e coreografias.
Apresentação das coreografias escolhidas pelos grupos ao som de músicas carnavalescas.
Socialização final.

À tarde, continuamos “gestando”...

A motivação da tarde foi a história “Catador de pensamentos”, ADOREI!!!!!
Retomamos algumas questões teóricas pertinentes ao processo de produção textual: revisão e edição e a literatura para os adolescentes.

Produzir textos escritos é um ato complexo, pois envolve o desenvolvimento da capacidade de coordenar e integrar operações de vários níveis e conhecimentos diversos: linguísticos, cognitivos e sociais.

O escritor se depara com a necessidade de gerar e selecionar e organizar linguísticamente idéias e conteúdos.

O planejamento textual deve levar em conta, na elaboração do texto: o destinatário e o objetivo (macroplanejamento) e a organização que deve levar ao texto na sua forma final (microplanejamento).

A revisão dos textos (ou releitura) durante a produção ou depois do texto terminado, é “Um tal processo que parece exigir de parte do autor uma capacidade de se distanciar em relação aos seus escritos”.

Para melhor produzir um texto, pode-se observar algumas etapas a serem seguidas. Essas etapas não são obrigatórias nem, necessariamente, sequenciais e lineares, mas dependem das circunstâncias dos objetivos e da audiência:
Geração de idéias;
Consulta;
Seleção e decisão;
Rascunho;
Revisão;
Edição final.

PENSAR ANTES E DURANTE O ATO DE ESCREVER...

É muito importante mostrar para o nosso aluno que o escritor experiente pensa antes de escrever e durante o ato da escrita. Durante uma produção coleteiva é uma boa oportunidade para o professor exemplificar isso.


Produzir texto é agir lingüisticamente (selecionar o que vai ser dito, ativando os conhecimentos prévios ou pesquisando em outras fontes; organizar os conteúdos numa seqüência; selecionar vocabulário, sentenças...Conhecer o gênero textual a ser escrito (forma e função).

Estimular a escrita espontânea e refletir sobre a língua (permitir que os alunos escrevam exatamente do jeito que sabem, dando alguma ajuda quando necessário e num momento posterior refletir sobre o escrito).

LER se aprende LENDO E ESCREVER se aprende ESCREVENDO!!!

Não se aprende escrever num passe de mágica é preciso praticar!!!!!

É preciso que o aprendiz se torne leitor e escritor mesmo antes de poder executar essas tarefas com independência.

Realizamos as atividades das páginas 80 e 88: ”Avaliação, revisão e reescrita” e “como preparar um texto para edição”.
Em seguida, refletimos sobre a literatura para adolescentes, visto que, a literatura é uma possibilidade especial do desenvolvimento, da interpretação, que vai além do conhecimento de dados e da simples informação.

A literatura nos permite desvendar o mundo e a vida a partir da expressão do outro. Como afirma José Paulo Paes: “...a arte, a ficção, amplia a nossa humanidade!!!”.

Para descontrair e nos emocionar ouvimos a música “Eu não sei parar de te olhar”, de Ana Carolina.

Muitas vezes não damos o devido valor ao “olhar”, dizemos muitas coisas com um simples olhar!!!! Brincando com o dito popular “Um olhar, diz mais que mil palavras!”

Depois de nos emocionar, trabalhamos mais um pouco revendo o AAA6 e socializando atividades que julgamos serem interessantes para trabalhar com os alunos.
Abrindo parênteses, na verdade, todo o material do Gestar é muito interessante e não encontrei nenhuma atividade que não seja interessante, a nossa maior dificuldade é tempo para poder desenvolvê-las, em sala de aula.

Após socializarmos os Avançando na prática das Unidades 21, 22, 23 e 24.

Fomos visitar a Biblioteca da escola para escolher um livro de literatura infanto-juvenilpara fazer a atividade do TP6 p. 222 (Preparar a apresentação de uma obra literária para a turma a fim de motivá-las a leitura).

NA BIBLIOTECA, NOS SENTIMOS EM CASA!!!!




















Eu, a professora Márcia H e a professora Isolde escolhemos a obra: “ Um Botão Negro, Outro Branco” de Beto Bevilácqua. E esta é a nossa Proposta:


Motivação:
1) Apresentar o título do livro para os alunos e pedir que façam inferências a respeito do mesmo.
2) Apresentar a capa do livro e questionar se o conceito ou as idéias que tinham levantado anteriormente se mantém ou mudaram.
3)Tendo em vista as análises anteriores, questionar sobre qual será o principal conflito da narrativa (Deixar os alunos apresentarem suas hipóteses).
4)Apresentar rapidamente o assunto que será tratado no livro, eu é o problema do preconceito racial presente na sociedade brasileira, tendo como pano de fundo a escola e o namoro incompreendido e hostilizado de uma menina branca (Maria) com um menino negro (João Pedro).

A proposta das colegas também ficou muito interessante:

Rosane, Soni e Simone.



Obra escolhida: “O Fantástico Mistério de Feiurinha” de Pedro Bandeira.

Motivação:
1) Conversar com a turma a respeito dos contos maravilhosos que eles conhecem.
2) Chamar a atenção para a estrutura dos contos: Como são as personagens, como as histórias costumam terminar; Fazer o questionamento: Que tal ler uma história que promove o encontro de várias personagens dos contos maravilhosos? Vocês sabem o que acontece depois de “viveram felizes para sempre”? Vamos ver o que nos conta a obra de Pedro Bandeira “O fantástico mistério de Feiurinha”.



Márcia T., Lisete e Nair.



Obra escolhida: “Tarzan Minhoca” de Jéferson Assunção.

Motivação:
1) Fazer a dinâmica “Quem sou”.
2) Montar um painel com as características da vida de cada aluno, e que muitas vezes não são aceitas pelo grupo.
3) Leitura do início da obra, salientando aos alunos que a personagem da história, também tem suas características próprias, que o deixam com a autoestima baixa.
4) Leitura do restante da obra pelos alunos.
5) Em grupo relacionar o tema da obra com a realidade que os alunos enfrentam no seu cotidiano.
6) Salientar a importância da valorização dos aspectos físicos e psicológicos de cada um, pois nem sempre o físico é fundamental, precisa-se também do psicológico.O encontro foi finalizado com encaminhamento das atividades à distância e apresentação da mensagem “Deficiências” de Mário Quintana.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Avançando na prática Unidade 19


PRODUZINDO HISTÓRIAS MALUCAS!!!!
No dia 17 de agosto de 2009, apliquei a atividade do TP5, com o objetivo de estimular os alunos a produzirem um texto narrativo - gênero história.
Foram distribuídos papéis e cartelas no tamanho de 1/4 de uma folha de ofício. Em cada papél os alunos deveriam escrever uma resposta para cada uma das perguntas:
1) O que aconteceu?
2) Onde aconteceu?
3) Quando aconteceu?
4) Quem foram os envolvidos?
5) Qual foi o desfecho da história?
Todas as respsotas foram colocadas em caixas separadas. Depois cada aluno retirava, por sorteio, uma das respostas de cada caixa, ficando assim com 5 respostas diferentes dadas às perguntas.
De posse das respostas, cada aluno, que agora não possuia mais as informações escritas por ele na primeira fase da atividade, teve que produzir uma história que fizesse sentido com os "pedaços" de história que recebeu, observando os mecanismos de coesão.
Essa atividade foi muito legal, todos os alunos queriam compartilhar com os outros suas respostas, também divulgamos no jornal mural o texto de alguns alunos.
Posto aqui, algumas histórias malucas para vocês!
O casamento

Segunda-feira passada, em Três Passos, aconteceu um casamento entre a Lacraia e o Tiririca, depois da cerimônia religiosa teve muita festa.
Quando a noiva entrou na igreja, todos pasmaram, pois ela estava de vestido azul com detalhes pretos, as madrinhas gostaram então elas sorriram.
Lacraia e Tiririca viveram felizes para sempre!

Maiara da Rosa- 8ª série

Coisas de Florentina

- Ah! vida, ah! triste vida! Por que aconteceu isso logo comigo? Disse Florentina de Jesus.
- O que foi Flor? Por que todo esse escândalo?
- Há mamãe, quebrou minha unha e isso é grave mamãe!
- Calma Flor! Como aconteceu?
- Aqui em casa, e calma nada mamãe, em pleno sábado de sol eu iria sair com o Tiririca, mas com uma unha quebrada eu não vou!
Toca o telefone
- Trim... Trim...
- Flor telefone pra você.
- Oi...
- Oi Flor sou eu Tiririca.
- Oi Tiririca.
- Flor posso passar aí pegar você?
- Tiririca eu não vou sair estou com um problema grave!
- Flor, o que aconteceu? Você tá chorando?
- Ai! Tiririca minha unha quebrou!
- Flor você tá brincando, né?
- Não! É verdade!
- Ah, da licença, mulher escandalosa comigo não! Detesto piti de Patricinha! Tchau Flor!
- Não desliga! Por favor, não desliga!
Tu, tu, tu, tu...
- Ah não, perdi o jogo e tive que te ver partir!
Buááá, Buááá...
E pensar que tudo poderia ser resolvido com uma unha postiça!
- Ah não!!!

Larissa Steiger- 8ª série

O DESASTRE
ERA UMA VEZ UM HOMEM CHAMADO HENRIQUE. ELE GOSTAVA DE UMA MENINA CHAMADA MELISSA, QUE ERA SUA VIZINHA. NO ENTANTO, ELA NÃO SABIA QUE ELE GOSTAVA DELA. E SABE O QUE ACONTECEU?
TODO DIA À NOITE. ELE SUBIA BEM NO ALTO DE UMA ÁRVORE PARA FICAR VIGIANDO-A LÁ DE CIMA.MAS HAVIA UM PROBLEMA, A ÁRVORE ERA NO PÁTIO DA SUA NAMORADA CHAMADA LAIS.HENRIQUE VIGIAVA SUA VIZINHA, PORQUE ERA DELA QUE ELE GOSTAVA.SÓ QUE NAQUELA NOITE, ELE SUBIU NO ALTO DA ÁRVORE PARA FICAR ADIMIRANDO MELISSA. MAS DE REPENTE APARECEU UM GAMBÁ, DO QUAL ELE TINHA MUITO MEDO, SE ASSUSTOU E CAIU.E ELE DISSE BAIXINHO:
- UFÁ, FOI POR POUCO QUE LAIS NÃO ME VIU!
MAS A SURPRESA DELE FOI, QUE MELISSA JÁ ESTAVA LÁ EMBAIXO ESPERANDO SEU NAMORADO. AFINAL DE CONTAS ERA, EM SUA CASA! ENTÃO ELA GRITOU:
-HENRIQUE, NÃO ACREDITO QUE VOCÊ ESTÁ VIGIANDO A NOSSA VIZINHA! JUSTAMENTE A ESSA HORA DA TARDE! APOSTO QUE VOCE NEM SE LEMBRA QUE DIA É HOJE. HOJE, FAZ UM ANO QUE NOS CONHECEMOS!!!!
HENRIQUE FICOU ARRASADO. MAS NÃO TINHA MAIS O QUE FAZER. CONTOU A VERDADE E ACABOU O NAMORO.

Aluno Djhon Paulo Jhon – 8ª Série